Todos
juntos nesta festa de congraçamento que começa
e se desenrola nas quadras, nas pistas, nas piscinas,
no estande de tiro esportivo, e termina com emoções
e abraços fraternos.
Sem
vencedores e, principalmente, sem vencidos.
Todos campeões!
Mais
uma vez chegamos às Olimpíadas Tricolores,
a festa dos que vivem e lutam pela maior glória
do Fluminense.
Quando
de sua criação, em 1940, já representava
- parcela pequena, embora de alto simbolismo - o sonho
de uma integração através da competição
pacífica.
A
humanidade então assistia surpresa ao início
da loucura da segunda guerra mundial e era à hora
de os sensatos mostrarem aqui e ali, dentro de seus âmbitos
de ação, que ainda cabia vida inteligente
a meio das ameaças de devastação
total.
O
Fluminense em 1940 quis fazer a sua parte. Paradoxalmente,
promovendo uma disputa interna que parecia dividir o todo
em três vertentes, em três bandeiras, mas
no fundo queria mostrar que na força do nosso clube
se conjugavam três forças que, embora momentaneamente
separadas, ao fim dos jogos voltavam a se unir sob um
só ideal. O branco da harmonia, o verde da eterna
esperança, o vermelho-grená do vigor na
defesa das mais caras convicções. Que maior
exemplo se poderia oferecer na sangrenta aurora de uma
nova grande guerra?
Assim,
no Fluminense unido pelas lutas esportivas, pregava-se
o que parecia impossível: a esperança de
que haverá paz desde que não se desista
de batalhar por ela. Como agora e sempre, aparentemente
distanciados por expressivas bandeiras - uma de cada cor
- mas juntos à sombra maior da bandeira-mãe,
a tricolor.
Argeu
Affonso